Contexto e leitura da publicação
O trabalho apresenta uma experiência desenvolvida no contexto da Atenção Primária Prisional, no Instituto Penal Oscar Stevenson, unidade prisional feminina localizada no município do Rio de Janeiro. A proposta surgiu diante da necessidade de fortalecer estratégias de educação em saúde para prevenção da dengue, considerando os limites de abordagens exclusivamente expositivas e a importância de metodologias mais participativas, dialógicas e contextualizadas.
A microintervenção articulou rodas de conversa, construção coletiva de roteiro, ensaios e uma apresentação teatral concebida com participação das próprias mulheres privadas de liberdade e da equipe de saúde. O teatro aproximou informações técnicas do cotidiano da unidade, estimulou a participação e favoreceu a circulação de orientações entre pares.
Principais eixos
- A experiência envolveu diretamente 12 mulheres privadas de liberdade na construção e apresentação da peça, contou com nove monitoras de saúde e alcançou, direta e indiretamente, mais de 150 mulheres privadas de liberdade.
- O trabalho descreve maior envolvimento nas atividades educativas, fortalecimento da educação entre pares e ampliação do diálogo sobre prevenção da dengue.
- A conclusão destaca a pertinência de metodologias participativas e culturalmente situadas na Atenção Primária Prisional, com escuta, protagonismo, vínculo e participação das próprias mulheres na construção das práticas de cuidado.
- Durante o período acompanhado após a intervenção, não houve registro de casos suspeitos ou confirmados de dengue entre as participantes diretamente envolvidas, sem atribuição causal exclusiva à microintervenção.

