Aula · Módulo VI · REDE-TB · 31 de agosto de 2026
Escuta e protagonismo no cuidado às populações vulnerabilizadas
Uma aula de Carlos Toledo sobre cuidado construído com as pessoas: escuta qualificada, participação, vínculo e educação em saúde como práticas de reconhecimento e transformação.

- Atuação
- Docente convidado
- Curso
- POP TB Rua
- Data
- 31 de agosto de 2026
- Módulo
- Oficina Integradora e Plano de Ação Territorial
A aula Escuta e protagonismo integrou o módulo final do curso POP TB Rua, promovido pela Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose — REDE-TB. Carlos Toledo apresentou uma experiência de educação em saúde que desloca as pessoas do lugar de destinatárias passivas para o de participantes da construção do cuidado.
O conteúdo articulou escuta qualificada, protagonismo e vínculo a práticas desenvolvidas em unidade prisional. O percurso apresentado incluiu a atuação de monitoras da saúde, espaços de encontro e criação, oficina de arte e arteterapia — dispositivos capazes de ampliar expressão, diálogo e circulação de informações relevantes para prevenção e cuidado.
Escutar é reconhecer saberes e criar possibilidades
Em contextos marcados por vulnerabilidades e privação de liberdade, a comunicação em saúde precisa superar a transmissão unilateral de orientações. A aula propôs uma abordagem participativa, na qual experiências, linguagens e saberes das pessoas envolvidas ajudam a construir respostas mais próximas da realidade.
A presença das monitoras da saúde foi apresentada como ponte entre informação, confiança e cotidiano institucional. Ao lado de práticas expressivas, essa participação fortalece autonomia, corresponsabilidade e pertencimento — dimensões essenciais para ações de prevenção, identificação de necessidades e continuidade do cuidado.
Educação em saúde, direitos e ação territorial
A experiência dialogou com o eixo central do POP TB Rua: enfrentar a tuberculose e outras questões de saúde exige respostas intersetoriais, atenção aos determinantes sociais e compromisso com a dignidade. A escuta, nesse cenário, é método de trabalho; o protagonismo é condição para que o cuidado seja produzido com as pessoas e não apenas dirigido a elas.
Ao integrar a oficina de encerramento, a apresentação conectou reflexão e prática para apoiar planos de ação territorial, redes de proteção social e estratégias de cuidado voltadas à população em situação de rua, às pessoas privadas de liberdade e a outros grupos vulnerabilizados.
